sexta-feira, 21 de julho de 2017

Modelo de Mandado de Segurança do XV exame da OAB - Direito Constitucional

Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da___Vara da Fazenda Pública do Município X.




MM Ltda., Pessoa Jurídica de Direito Privado, inscrita no CNPJ sob n°, com sede na, vem por meio de seu procurador infra-assinado, desde já, com fulcro no art. 319 do Código de Processo Civil, com endereço na, com fundamento no artigo 5°, inciso LXIX da Constituição Federal de 1998 e na Lei n° 12.016 de 2009, impetrar


MANDADO DE SEGURANÇA COM PEDIDO DE LIMINAR


Contra ato do Secretário de Posturas do Município X, Pessoa física de Direito Público; O Município X, Pessoa Jurídica de Direito Público, inscrito no CNPJ sob nº, com sede na, ambos representados por seus procuradores legais, pelos motivos abaixo aduzidos:


DOS FATOS
João, sócio-diretor da empresa MM Ltda., foi surpreendido com uma notificação do Município X para pagar multa de R$ 10.000,00 (dez mil reais) e encerrar as atividades empresariais na cidade em um período de até 90 (noventa) dias. Atônito, João, ao ler a notificação, descobre que foi aberto um processo administrativo para apurar denúncia de violação ao Decreto Municipal nº 5.678, de 2014, sem lastro em prévia lei municipal, que veda a instalação de lojas de produtos eletrônicos em bairros de perfil residencial, determina a aplicação de multa e estabelece um prazo de até 90 (noventa) dias para o encerramento das atividades empresariais no Município. Após a abertura do processo e instrução com registro fotográfico, foi proferida decisão, pelo Secretário de Posturas do Município, sem prévia oitiva da empresa, determinando a aplicação da multa, no valor indicado, bem como fixando o prazo de 90 (noventa) dias para o
encerramento das atividades empresariais, sob pena de interdição e lacre do estabelecimento, na forma do Decreto Municipal. A notificação vem acompanhada de cópia integral daquele processo administrativo.

DO DIREITO

Do Cabimento do Mandado de Segurança – É plenamente cabível a impetração do writ nos termos do artigo 5º, LXIX da Constituição Federal de 1988 e Artigo 1º da Lei n/ 12.016 de 2009, senão veja:
“LXIX - conceder-se-á mandado de
segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus
ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for
autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do
Poder Público;”.
“Art. 1º Conceder-se-á mandado de
segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpusou habeas data, sempre
que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa física ou jurídica
sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade,
seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça.”
Aplicação do Princípio da Simetria – Em respeito ao Princípio da Simetria, caberá a aplicação do Artigo 109, VIII da Constituição Federal de 1988, que neste caso, será competente o Juiz da Vara da Fazenda Pública.
“Art.
109. Aos juízes federais compete processar e julgar:”
(...)
VIII - os mandados de segurança e os habeas
data contra ato de
autoridade federal, excetuados os casos de competência dos tribunais federais;”
Da Ilegalidade e Desrespeito a Princípios Constitucionais – O ato impugnado está baseado em Decreto, qual seja, Decreto Municipal n° 5.678 de 2014, sem lastro em prévia lei municipal, e, como é sabido, decretos dos chefes do poder executivo, utilizando-se novamente do princípio da simetria, não têm força de lei, ou seja, não estão previstos na lista taxativa do Artigo 59 da Constituição federal de 1988, assim, é claro o total desrespeito ao princípio da Legalidade elencado no Artigo 5º, II da Constituição federal de 1988 que preceitua:
 “II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma
coisa senão em virtude de lei;”.
Como se não bastasse a ilegalidade, há total afronta aos Princípios Constitucionais que embasam o processo como: Princípio do Devido Processo Legal, Princípio do Contraditório e Princípio da Ampla Defesa, todos previstos no Artigo 5° da Constituição Federal de 1988, nos
incisos LIV e LV, respectivamente.
“LIV -
ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal;
 LV - aos litigantes, em processo judicial ou
administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla
defesa, com os meios e recursos a ela inerentes;”
Além do que, o ato impugnado é totalmente desproporcional e irrazoável, é o que se vê da aplicação rígida da multa de R$ 10.000,00 (dez mil reais) e prazo de 90 (noventa) dias para que o impetrante finalizasse as atividades empresariais, com risco de interdição e lacre do estabelecimento, ou seja, além de ter contrariado princípios expressos na Constituição, também atentaram contra princípios implícitos que são reconhecidos pela própria constituição é o que informa o
Artigo 5º, §2º, da CRFB/1988.
“§ 2º
Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros
decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados
internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.”.
Diante a todo exposto, verificada e confirmada a ilegalidade do ato que fora baseado no Decreto Municipal n° 5.678 de 2014, sem lastro em prévia lei municipal, e também, a manifesta desobediência aos princípios constitucionais expressos como: Princípio do Devido Processo Legal, Princípio do contraditório e Ampla Defesa previstos no Art. 5º, LIV e LV, CRFB/1988, além dos princípios constitucionais implícitos da Proporcionalidade e Razoabilidade. Fica claro a atitude desrespeitosa ao direito líquido e certo sofrido pelo impetrante, fazendo-se urgente e necessário a suspensão do ato, por isso, o impetrante requer que seja suspenso o Decreto Municipal n° 5.678 de 2014.

DA TUTELA DE URGÊNCIA
Desta feita, verifica-se a presença dos requisitos indispensáveis à concessão da Liminar, quais sejam, o fumus boni iuris, verificado quando da violação do princípio da legalidade, do princípio do devido processo legal, do princípio do contraditório e da ampla defesa, todos previstos no Art. 5°, da CRFB/1988,
incisos II, LIV e LV, respectivamente, além da não observância aos princípios constitucionais implícitos da proporcionalidade e razoabilidade reconhecidos pelo Art. 5º, §2°, da CRFB/1988, quais já demonstram fundamento relevante para a concessão de tal medida. No entanto, o perigo na demora da prestação judicial causará ao impetrante danos irreparáveis ou Lesão de difícil reparação. Diante de todo exposto, com base no Art. 7°, da Lei n° 12.016 de 2009, pede-se, liminarmente, a suspensão do Decreto Municipal n° 5.678 de 2014.

DO PEDIDO
Ante o exposto, o Impetrante, requer,
1. Concessão da tutela de urgência na suspensão do Decreto Municipal n° 5.678 de 2014;
2.     A notificação do Secretário de Posturas do Município X em conjunto com o Município X;
3.     Dar Ciência aos Procuradores Legais;
4.     Intimação do ilustre membro do
Ministério Público;
5.     A condenação de Secretário de Posturas
para exclusão da multa e garantir o exercício da atividade empresarial;
6.     A condenação nas custas do processo;
7.     A constituição de todos os meios de
prova.

VALOR DA CAUSA
Dá-se a esta o valor de R$ 1.000,00 (hum mil reais), para efeitos fiscais.

Nestes termos,
Pede deferimento




Local/Data
Advogado
OAB

PROVA DA OAB

Olá,

Passos que estou seguindo para ser aprovado na OAB!!

A prova da OAB é para muitos, ou melhor, para a grande e esmagadora maioria dos bacharéis em Direito um entrave para galgar o tão sonhado exercício da advocacia no território nacional.

Acontece que o primeiro problema é a não dedicação da maioria dos estudantes de Direito nos 5 (cinco) anos de graduação que, tecnicamente, seriam o suficiente para ser aprovado, até mesmo, antes de finalizado a graduação.

Essa prova, para aqueles que não são da área jurídica ou estão pensando em cursar Direito, é realizada em duas etapas: uma prova objetiva com 80 questões que para ser aprovado nesse primeiro momento é preciso acertar no mínimo 40 questões, ou seja, 50% da mesma, passando assim para a segunda e última fase na qual o participante deverá escrever uma peça jurídica e ainda responder 4 (quatro) questões dissertativas sobre temas variados, ambos para a matéria escolhida previamente, por exemplo, se escolhi Direito Constitucional, toda a segunda fase será sobre esta matéria.

O segundo problema que vejo é a imensa dificuldade, de os alunos de direito e até mesmo os bacharéis, de saber o que é mais importante para a prova, e você pode me perguntar: "Como assim? Todas as matérias não são importantes? e Eu te respondo SIM. No entanto, essa preocupação deve vim desde o início do curso, ou seja, deixar para estudar todas as matérias só quando for fazer a prova da OAB é mesmo que está dando um tiro no próprio pé!

Então, para aqueles que irão fazer a prova antes do término da graduação (é possível a partir da matrícula no 9º semestre para os cursos semestrais e a partir da matrícula no 5º ano para os cursos anuais) é interessante ter tabela com as matérias e seus respectivos assuntos mais relevantes. Existem vários sites que fazem o levantamento como: http://www.provadaordem.com.br/blog/post/178-imperdivel-assuntos-mais-cobrados-no-exame-de-ordem/, e claro, não se prenda totalmente nesses levantamentos, visto que, são estatísticas e não um oráculo que vai lhe dizer com certeza o que vai cair na prova.

A prova da OAB é composta de 17 (dezessete) matérias, entretanto, verifiquei se estudarmos com vigor nove matérias, sem desprezar totalmente as demais, com intuito de gabaritar essas matérias, você terá uma pontuação de aproximadamente 53 pontos, ou seja, 13 a mais do que você precisaria, atente-se que isso é uma possibilidade, mas se dispuser de tempo, dedique-se em todas as matérias e busque, sempre, gabaritar a prova, garanto, com certeza, que o mínimo que vc terá é uma aprovação tranquila.


Então é isso, ficou um pouco longo o post, mas espero que tenha esclarecido algumas dúvidas.


VAMOS ESTUDAR QUE NÓS MERECEMOS A APROVAÇÃO!!!! 

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